Com muita alegria e otimismo, deixamos a presidência do Partido dos Trabalhadores de Santa Catarina para que outros dirigentes iniciem um novo ciclo na condução do PT no Estado. Nos últimos dois anos, nosso trabalho contribuiu para organizar e fortalecer o PT em 286 municípios catarinenses. Ao participar direta e ativamente deste processo, pudemos nos aproximar ainda mais das bases partidárias, saber dos seus anseios, do PT que construímos até agora e do PT que queremos construir de agora em diante.
Em cada projeto idealizado ou ação praticada, fomos guiados por estes sentimentos expressos pela militância, os quais evidenciam dois aspectos a serem considerados: por um lado, um aspecto otimista que reafirma o PT como o partido político legitimamente identificado com as massas e credenciado como o principal ator no processo de transformação social em nosso país; por outro lado, um aspecto desafiador o qual exige do PT o resgate de alguns valores que o coloque novamente como um partido autônomo, menos pragmático e voltado para as suas bases sociais e para o seu projeto estratégico de mudança.
Justamente para atender a esta demanda da própria militância é que encerramos nosso ciclo na direção do PT comemorando, entre outras iniciativas, a criação da Escola de Formação Política do PT de Santa Catarina – a primeira do partido no país. Com ela, vislumbramos a formação de militantes, dirigentes, parlamentares e gestores enquanto instrumento fundamental para a construção de um Partido ainda mais sólido, ético, democrático e socialista. Tudo isso para que saibamos quais princípios devem conduzir nossas ações quando os desafios nos forem apresentados.
Já nas eleições de 2008, esperamos ver um PT que priorize seu próprio projeto político nos municípios, sem estar subordinado a nenhum outro projeto partidário, especialmente aos dos partidos de direita, mesmo que com diferentes matizes. Tendo o governo federal como o melhor cabo eleitoral, queremos dobrar o número de prefeitos e vereadores em Santa Catarina, mas sem que este horizonte seja fruto de mero pragmatismo eleitoral. Ao contrário, que represente a vitória de um projeto político orientado pelos princípios éticos, democráticos e socialistas que caracterizam o PT – partido cuja transformação social é sua maior utopia e razão de existir. Com isso, o PT se transformará não num partido coadjuvante, mas sim no protagonista em 2010. Qualquer outra direção que o PT seguir, estará negando a sua própria história. |