Ministério da Pesca: mais uma conquista para Santa Catarina
Autor: Pedro Uczai – líder do PT na Assembléia Legislativa
 
 

Ao transformar a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca em Ministério, o Presidente Lula potencializa um dos setores historicamente relegados pelo poder público. Desde que foi criada pelo atual governo, em 2003, a pasta tem desenvolvido programas fundamentais para estimular a produção, exportação e o consumo interno de pescados, melhorando inclusive as condições de trabalho e a renda de milhares de produtores.

 

Com a criação do Ministério da Pesca, as ações já implementadas serão potencializadas; novos programas começam vigorar; e o setor pesqueiro se fortalece ainda mais enquanto uma política pública de Estado. Afinal, a pasta terá seu orçamento anual dobrado e seu quadro de funcionários ampliado. Até 2011, R$ 1,8 bilhão serão investidos em várias medidas que integram o Plano de Desenvolvimento Sustentável da Pesca. A meta é ampliar em 40% a produção de pescado no país, hoje em 1 milhão de toneladas anuais.

 

É realmente uma transformação. Uma vitória para o país, mas que deve ser comemorada duplamente pelos catarinenses: pela importância que as novas medidas representam para o setor pesqueiro de Santa Catarina; e pela permanência de um catarinense no comando do Ministério. Desde seu surgimento, a Secretaria da Pesca foi dirigida por catarinenses: primeiro, por José Fritsch; depois, pelo último secretário e agora Ministro Altemir Gregolin. Portanto, o novo Ministério da Pesca se deve sobretudo ao trabalho conduzido por estas lideranças nos últimos anos, as quais tiveram a sensibilidade e a competência de colocar na agenda do governo a necessidade de criar uma permanente política de Estado.

 

Com isso, ampliam-se positivamente as perspectivas para o setor pesqueiro de Santa Catarina. São cerca de 25 mil catarinenses estão ligados diretamente à pesca industrial e artesanal, mas aproximadamente 150 mil envolvidos indiretamente por toda a cadeia produtiva. Além disso, 16 mil produtores coloniais e 3.500 produtores da chamada piscicultura profissional têm nesta atividade uma importante fonte de renda complementar. Com todo este potencial, Santa Catarina que já é líder na produção nacional de pescado, com 151 mil toneladas produzidas em 2005 (Ibama), pode se preparar para uma nova “explosão” do setor pesqueiro, com o devido reconhecimento do Presidente da República e a assinatura de um legítimo ministro catarinense.